
O Senador Vital do Rêgo (PMDB-PB) fez um discurso na tribuna do Senado destacando o crescimento do Nordeste, em relação às outras regiões do país. Segundo Vital, na última década ocorreu uma considerável mobilidade social, com a ascensão de 32 milhões de brasileiros à categoria de classes médias (A, B, C).
“Na última década, o perfil socioeconômico do País mudou. A classe C, hoje, detém 46,5% da renda nacional e 19,3 milhões de pessoas saíram da pobreza, numa experiência de mobilidade social sem precedentes na história do Brasil. Da mesma forma, tem caído, sistematicamente, a diferença entre salários de São Paulo e do resto do País”, sinalizou Vital.
O Parlamentar lembrou que a queda da desigualdade regional é inédita, não tendo similar nos últimos 50 anos, e que o modelo de desenvolvimento econômico centrado no fortalecimento e na expansão do mercado interno é o grande responsável por essa mudança de perfil na qual o Nordeste desponta como “a mais brilhante jóia da coroa”.
O Senador ressaltou o Nordeste de ontem e o de hoje. “Durante muito tempo, a imagem do Nordeste se associou à miséria e à desigualdade, com uma economia pouco desenvolvida e bastante atrasada em relação aos pólos dinâmicos do País. Hoje, com muito orgulho, é possível afirmar que o Nordeste atravessa uma mudança histórica e deixou de ser o ‘patinho feio’ da economia brasileira”, avaliou.
Vital lembrou ainda que esse novo mercado pode ser percebido quando vemos que as vendas no comércio, entre 2003 e 2008, cresceram 97% no Nordeste, enquanto a média brasileira foi de 66%. “Os indicadores tiveram saltos expressivos: 92% da população nordestina passaram a ter televisão; 65%, celular e 16%, computadores pessoais; a participação do Nordeste no PIB brasileiro saltou de 12% para 13,1%”, citou.
Para reforçar essa mudança no padrão de desenvolvimento nordestino, Vital mencionou o salto nos investimentos do Banco do Nordeste, de R$ 2 bilhões em 2003 para R$ 13,3 bilhões em 2008. Ele disse também que, entre 2005 e 2009, o crescimento do PIB nordestino foi maior do que o PIB brasileiro em quatro, dos cinco anos apurados.
Créditos: ClickPB
Nenhum comentário:
Postar um comentário